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Saiba os 7 erros que podem ser fatais para a Seleção Brasileira
17 de julho de 2011  10h23  atualizado às 10h37

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Com gol de Fred aos 44min do segundo tempo, a Seleção Brasileira arrancou empate por 2 a 2 contra o Paraguai, na segunda rodada do Grupo B da Copa .... Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
No último duelo contra o Paraguai, o atacante Fred salvou a Seleção Brasileira no último minuto de jogo
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

FÁBIO DE MELLO CASTANHO
TARIAN CHAUD
Direto do Rio de Janeiro
O encontro com o Paraguai na primeira fase permitiu à Seleção Brasileira uma vivência de como é enfrentar o adversário deste domingo, às 16h, em La Plata, pelas quartas de final da Copa América. O jogo marcou o ponto mais baixo do Brasil no torneio, em um jogo em que escapou da derrota com um gol de Fred aos 44min.
Assim, com base nas declarações de Mano Menezes e na análise do que se passou em campo naquele jogo, oTerra preparou uma lista de erros cometidos que devem ser evitados no reencontro das equipes. Confira:
Imobilidade do ataque: Apesar dos dois gols marcados, o ataque brasileiro teve sua pior jornada na Copa América justamente contra o Paraguai. Sem a companhia de Robinho, substituído pelo meia Jadson, Alexandre Pato e Neymar pecaram pela falta de movimentação no ataque, se entregando à marcação. Não à toa, durante o único treino tático antes do duelo contra o Paraguai Mano pediu inversões e mais mobilidade para os dois jogadores confundirem a forte defesa paraguaia.
Preciosismo: O jogo contra o Paraguai marcou o pior índice de produção do Brasil na Copa América, com apenas seis chutes a gol. Com a escassez de oportunidades, dois lances deixaram ainda mais explícito o preciosismo na hora de definir jogadas. No primeiro tempo, Alexandre Pato recebeu na cara do goleiro quando o jogo ainda estava 0 a 0, mas tentou um drible ao invés do chute. Já Neymar, mesmo com o ângulo aberto para o chute, preferiu uma última ajeitada e perdeu a bola. Nas quartas de final, as chances também devem ser poucas e o Brasil terá de melhorar o aproveitamento.
Marcação pelo lado direito: Os dois gols paraguaios foram construídos no mesmo setor, nas costas de Daniel Alves pela direita. No jogo de domingo Maicon será o responsável por esta marcação e terá como principal missão segurar as investidas de Estigarribia, meia que joga aberto pela esquerda e infernizou os brasileiros. O Paraguai atacou 40% das vezes pelos setor, contra 28% pela direita.
Individualismo e erros de passe: A Seleção Brasileira bateu seu recorde de bolas perdidas na partida, com 69. Ganso (10) e Neymar (12) foram os campeões de erros e pecaram basicamente em dois quesitos. Ganso, apesar das duas assistências no jogo, errou 10 passes. E Neymar abusou dos dribles improdutivos e foi desarmado com facilidade por muitas vezes.
Cruzamentos a esmo: O Brasil teve um péssimo aproveitamento de cruzamentos na partida: não acertou nenhum em 11 tentativas e o jogo aéreo foi inexistente. Contra o Equador, o Brasil apresentou melhoras no fundamento e o primeiro gol saiu em uma jogada pelo alto. Agora contra o Paraguai, será necessária uma evolução ainda maior.
Saída de bola: Durante os primeiros minutos do duelo válido pela fase inicial o Brasil encontrou sérios problemas com a marcação por pressão dos paraguaios. Em quase cinco minutos contabilizou cinco saídas de bola falhas e permitiu que o Paraguai rondasse a área por um longo período. Chutões para a frente e toques na fogueira devem ser evitados.
Falta de vibração: O Brasil fez uma partida fria contra o Paraguai. Perdeu divididas, trocou muitos passes laterais sem objetividade e tomou a virada impassível no segundo tempo. O gol de Fred saiu em um lance casual, em um momento em que o Brasil estava entregue na partida, quase sem esboçar reação depois de levar o segundo gol paraguaio.

Otan transfere poderes a autoridades 



locais em província do Afeganistão


Cerimônia foi realizada neste domingo (17) em Bamiyan.
Previsão é que processo de transição no país acabe em 2014.

Do G1, com agências internacionais
A Organização do Tratato do Atlântico Norte (Otan) transferiu poderes a autoridades locais da província de Bamiyán, no Afeganistão, neste domingo (17), segundo um porta-voz do Ministério do Interior do Afeganistão.
A região se transforma, assim, na primeira zona em que começa o processo chamado “de transição”, cuja previsão de término é 2014.
“Uma cerimônia ocorreu hoje em um quartel-general da polícia para marcar a transição oficial das responsabilidades das forças estrangeiras a forças afegãs”, disse o porta-voz à AFP.
Bamiyan é um dos locais mais pacíficos do Afeganistão. Mesmo assim, a cerimônia não foi anunciada com antecedência, não passou ao vivo na TV e apenas um pequeno número da mídia foi convidado.
O processo de transição, com início previsto para julho em três províncias, entre elas Bamiyán, e quatro cidades, estipula a transferência progressiva dos poderes da OTAN às autoridades afegãs até o final de 2014, em paralelo à retirada das tropas de combate da Aliança Atlântica.
A cerimônia deste domingo marca o início do processo, que durará entre 12 e 24 meses em cada uma das zonas, segundo uma fonte da OTAN.
(com informações da AFP, Reuters e EFE)

Polícia termina identificação das vítimas 



do avião que caiu em Recife


Causa da morte das 16 vítimas foi politraumatismo, segundo IML.
Maioria dos corpos já foi enterrado ou cremado, segundo cemitério.

Do G1, em São Paulo
A Polícia Científica de Pernambuco terminou neste sábado (16) a identificação dos corpos das vítimas do acidente de avião em Recife, que deixou 16 mortos na quarta-feira (13). As últimas vítimas a serem identificadas foram Camila Suficiel Marino, Carla Sueli Barbosa Moreira e Jonhson do Nascimento Pontes. A maioria das vítimas já foi enterrada ou cremada, segundo o cemitério Morada da Paz, em Recife.
Terreno onde a aeronave se acidentou fica ao lado de uma via, perto da Praia de Boa Viagem, no Recife (Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem/AE)Avião caiu em terreno perto da praia em Recife na quarta-feira (13) (Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem/AE)
O corpo da gerente de contas Camila Suficiel Marino, que tinha 24 anos, teve de ser identificado por exame de DNA, segundo a Secretaria da Defesa Civil do estado. A causa da morte das 16 vítimas ocorreu por politraumatismo, pelo impacto na queda da aeronave, segundo Instituto Médico Legal (IML).
Nove vítimas foram identificadas pelas impressões digitais e seis vítimas foram identificadas pela arcada dentária. Na manhã do sábado (16), foram entregues aos familiares os corpos de Natã Braga da Silva, Breno Márcio Tavares de Faria e de Débora Pontes de Oliveira Santos, segundo a secretaria.
No início da tarde de sábado, foram liberados os corpos de Carla Sueli Barbosa Moreira e de Camila Suficiel Marino. Segundo a secretaria, o corpo de Jonhson do Nascimento Pontes seria retirado neste domingo.
A queda do bimotor da Noar ocorreu pouco antes das 7h de quarta-feira. A aeronave havia decolado do aeroporto internacional do Recife com destino a Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Quatro minutos após a decolagem a aeronave caiu em um terreno perto da Avenida Boa Viagem. O avião tinha dois tripulantes e levava 14 passageiros.
Enterros
Segundo o cemitério Morada da Paz, em Recife, o corpo de Jonhson do Nascimento Pontes foi levado neste domingo pela família para São Paulo do Pontengi, no Rio Grande do Norte, onde será enterrado.
O corpo de Camila Suficiel Marino será cremado neste domingo. As cinzas serão enviadas a São Carlos, no estado de São Paulo. O corpo de Carla Sueli Barbosa Moreira será levado para Brasília. Os corpos das outras vítimas já foram enterrados ou cremados, segundo o cemitério.
Queda abrupta
Peritos do Instituto de Criminalista da Polícia Civil de Pernambuco disseram neste sábado que a investigação inicial mostra que não há indício de que o avião tentou aterrissar.
“Os elementos que temos até agora levam os peritos a trabalhar com a possibilidade de que o avião tenha caído de forma abrupta”, afirmou o gestor do IC, Luiz Carlos Soares.
Caixas-pretas
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) acabou na quinta-feira a coleta de material para investigar as causas da queda do avião.
As duas caixas-pretas, segundo o presidente da comissão que investiga o acidente, coronel Fernando Silva Alves de Camargo, foram encaminhadas à análise.

Casal larga trabalho para passar mil 



dias viajando pelo continente

Ana Biselli e Rodrigo Junqueira, de Curitiba, vão passar por toda a América.
Viagem é independente e vai custar mais de R$ 200 mil.

Daniel BuarqueDo G1, em São Paulo
Ana e Rodrigo na Pink Sand Beach, Bahamas. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)Ana e Rodrigo na Pink Sand Beach, Bahamas
(Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
O dia nem tinha amanhecido na última quarta-feira (13) e o casal formado por Ana Biselli e Rodrigo Junqueira já estava na estrada, deixando Curitiba. Faz mais de um ano que os dois deixaram de lado seus trabalhos na capital paranaense e se converteram em “turistas profissionais”, viajantes que vão bem além do passeio de férias e decidiram viver o clima de turismo sem parar por quase três anos, um total de mil dias.
A partida dessa semana rumo a Foz do Iguaçu deu início à segunda parte de uma longa viagem em que a publicitária de 29 anos e o economista de 41 buscam conhecer todo o continente americano e os estados brasileiros. A empreitada começou no início do ano passado, quando saíram para conhecer todo o Brasil, além de Guianas, Suriname e o Caribe.
“Até agora a prioridade foi conhecer bem o Brasil. Agora partimos para a América Espanhola e do Norte”, contou Ana ao G1, por telefone, na segunda-feira (11). O casal havia voltado à cidade de origem para uma “parada técnica para buscar documentos, atualizar vistos”, disse Ana, e interrompeu a contagem para que todos os mil dias sejam em viagem.
Escalada da Pedra da Mina, com vista para o Pico Agulhas Negras, SP/MG. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)Escalada da Pedra da Mina, com vista para o Pico Agulhas Negras, SP/MG (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
42 mil quilômetros
Até agora, os dois já passaram 427 dias viajando, já conheceram 23 estados do Brasil, 17 países, 267 cidades e mais de 42 mil quilômetros rodados.
Ana diz que todos os lugares conhecidos foram ótimos, mas que o grande destaque, pela surpresa, foram as Guianas. “É uma cultura tão diferente da nossa, tão distante do que conhecemos, que foi uma surpresa maravilhosa da viagem.”
Não somos ricos. O dinheiro é nosso, foi juntado ao longo do tempo"
Ana Biselli, publicitária
O destino dessa segunda parte da viagem, que começou em Prudentópolis, a caminho de Foz do Iguaçu e do Paraguai, é conhecer o resto do continente. “Vamos desde a Patagônia até a Groenlândia”, contou Ana.
Longas férias
Segundo Ana, a ideia de tirar um mês de férias e viajar de carro do Sul até o nordeste do Brasil parecia muito limitada para o casal que está junto há cinco anos. “A ideia da viagem começou com a ideia de tirar férias. Pensávamos em pegar o carro e ir ate o Nordeste, mas achamos que era pouco e decidimos ousar, parar de trabalhar e sair viajando”, contou Ana.
Este plano inicial era parar tudo para ficar três meses viajando. “Eu nem pensava que era possível essa ideia. Era meu sonho, mas eu não achava que faria nunca”, contou. Foi quando começaram a planejar tudo que decidiram fazer um projeto mais radical, de um total de mil dias na estrada, por terra, e por todo o continente.
“Nosso foco é o ecoturismo e esportes de aventura”, contou Ana. Ela explicou que antes da viagem eles fecharam um roteito “macro”, com o número de dias por por estado ou país, e um roteiro “micro”, com mais flexibilidade. “Fazemos ajustes de roteiro com frequência com base em previsão de tempo, por exemplo.”
Eu nem pensava que era possível essa ideia. Era meu sonho, mas eu não achava que faria nunca"
Ana Biselli, publicitária
Além de planejar bem o roteiro, Ana e Rodrigo fizeram uma preparação especial para a viagem, incluindo cursos de primeiros socorros, de mergulho, treinamento de resistência, e planos para que a viagem seja feita toda com segurança. “Não tivemos nenhum problema na viagem até agora, e tomamos cuidados para não pegar estrada à noite, então achamos que vai dar tudo certo”, contou.
Dinheiro
Ana e Rodrigo fizeram o projeto todo de forma independente, acertando duas parcerias com empresas privadas, mas sem contar com um patrocínio para largar o trabalho e viajar por tanto tempo.
Caminho do Céu, Serra da Canastra, MG. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)Caminho do Céu, Serra da Canastra, MG
(Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
“Não somos ricos”, respondeu Ana, quando perguntada sobre o financiamento dessa longa viagem de mil dias. “O dinheiro é nosso, foi juntado ao longo do tempo. Em vez de comprar uma casa, como fazem as pessoas da nossa faixa de idade, preferimos investir tudo na realização deste sonho”, contou.
Segundo ela, o planejamento permitiu que o casal tivesse um orçamento de R$ 6 mil por mês ao longo dos mil dias, 33 meses. No total, a viagem vai custar cerca de R$ 200 mil, um valor equivalente ao preço de imóveis de dois quartos em Curitiba.
Ana diz que ao longo dos primeiros 14 meses da viagem já percorridos até agora, foi possível, sim, manter-se dentro da meta de gastos. “Alguns lugares são mais caros, mas no geral é possível ficar nesta cota, sim”, disse.
Volta
Ana e Rodrigo voltam para Curitiba somente daqui a cerca de 570 dias, após o fim da viagem. Eles disseram que o planejamento da realização do sonho não incluiu um projeto do que fazer quando tudo acabar. “Provavelmente vamos voltar e procurar trabalho”, disse Ana.
O certo é que o registro da longa viagem, narrada dia a dia no blog 1000dias.com, com milhares de fotos e vídeos, deve ser transformado em livro.
“Claro que pensamos nisso, mas não decidimos ainda. Um pouco do sonho de uma viagem como esta é se libertar desse tipo de preocupação. Vamos viver a vida intensamente, buscar novas coisas, e depois veremos o que vamos fazer.”
O casal na Serra do Intendente, entrada do Cânion do Peixe Tolo – MG. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)O casal na Serra do Intendente, entrada do Cânion do Peixe Tolo – MG (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)